A força das siglas no mundo corporativo

Publicado em 15 . 01 . 2020

Helio Moreira

Formado em Publicidade, pós-graduado em Design de Embalagem e em Design Thinking e com especialização em Branding. Em 2011 atuou como consultor de marketing na Revista Exame PME. É membro do Grupo de Jovens Empreendedores do CIESP e palestrante nas áreas de Branding, Design e Marketing. Atualmente também leciona aulas para o MBA em Branding da Trevisan Escola de Negócios, no módulo de Design Thinking aplicado aos negócios. São mais de 15 anos de experiência e sempre que pode Hélio Moreira também colabora com artigos sobre gestão de marcas, marketing e design para o Estadão, Revista Exame PME, Folha de S. Paulo, entre outros veículos.

Estamos cada vez mais em um mercado de siglas e nomes curtos. Empresas estatais e privadas são conhecidas através de abreviaturas:  VIVOTIMOICLAROIGCOPASASABESPCOMGÁS e etc. Em todas as áreas e em todas as línguas, as marcas deixaram de apresentar nomes extensos e complicados e optaram pela abreviação de sua identidade, colaborando, assim, para um entendimento mais fácil de determinada empresa.

Muitas pessoas de diferentes linhas de pensamentos após lerem a introdução deste texto se pegam pensando, mas por que nomes curtos? Uma tendência da era da informação? Apenas para simples entendimento em diversos idiomas e sotaques num país continental como o Brasil?

Existem duas razões para tentarmos solucionar estas questões. Em primeiro lugar porque estamos sujeitos a um excesso de informação diária e nosso cérebro só retém um pequeno percentual do mesmo, fazendo com que consigamos armazenar acontecimentos, eventos e fatos simples. Em segundo lugar, as empresas preferem comunicar imagens curtas, fortes e que se adaptem a todos os suportes publicitários e níveis de público, conseguindo atingir uma parcela mais significativa da sociedade com um gesto mais comum: apenas a marca ou o próprio nome.

Exemplos destes casos podem ser vistos em variados meios, sejam eles da área de comunicação, marketing, negócios, serviços, sustentabilidade, entre outros. Em muitos casos as iniciais do nome de uma empresa acabam sendo fixadas na mente do consumidor. Isso, com o passar dos anos, faz que o mesmo esqueça o nome por extenso de determinada empresa ou marca.

Esses fatos leva-nos a pensar no surgimento de siglas ‘amadoras’ sem sentido e cujo o objetivo é apenas a abreviação de um nome familiar. Muitas vezes, surgem no mercado vazias de significado, dificultando a associação à marca ou a seu mercado.

Para traz já ficou o mito de que o nome não conta, desde que se tenha um bom produto alinhado com uma estratégia de vendas adequada. Nos dias de hoje e com o acirramento do mercado, o poder e a força do nome fazem total diferença na hora de investir ou garantir clientes e serviços a sua empresa. Se a organização em questão tiver um nome infeliz, vazio ou ‘sem sentido’, vale a pena rever os seus valores e investir em uma nova identidade. Mas lembre-se: nunca, jamais e em hipótese alguma desvalorize a identidade do seu negócio.

Publicado em: Revista Exame PME

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